Quantas professorAs você teve ao longo da sua vida escolar ou acadêmica?

Não é de hoje que a mulher enfrenta diversas lutas para chegar onde almeja, seja no âmbito profissional, na realização pessoal ou nas relações sociais. Inúmeras são as barreiras que impedem a mulher de ter as mesmas oportunidades que o homem, principalmente no mercado de trabalho.


Dados de pesquisas afirmam que a maioria da população brasileira é feminina (51,7% - IBGE.GOV.BR)[1]. Todavia, não é bem essa realidade que constatamos ao comparar os números de mulheres em cargos de maior protagonismo. Segundo uma pesquisa do ano de 2018 do IBGE, mulheres ocupam apenas 38% dos cargos de chefia no Brasil[2]. E no meio acadêmico, esta realidade não é diferente.



Já parou para se perguntar quantas professorAs você tem ou teve ao longo da sua trajetória de estudos?


Se começarmos pelo jardim de infância até mais ou menos a primeira fase do ensino fundamental, chegaremos à conclusão de que a maioria das professoras eram mulheres. No entanto, a partir da segunda fase do ensino fundamental e do ensino médio, este número vai diminuindo. Se pararmos para analisar o número de professoras no quadro docente das Universidades, este quantitativo dificilmente atingirá 50%. Normalmente, as disciplinas são ministradas por professores do sexo masculino [3]. 


Então, por que a maioria é feminina nos primeiros anos da vida escolar? E conforme o nível de intelectualização aumenta, por que os números de mulheres nos respectivos cargos diminuem?

A resposta é simples. A maioria dos pais e responsáveis preferem deixar seus filhos em cuidados de profissionais do sexo feminino. Portanto, percebe-se que é cada vez mais comum que uma mulher eduque os menores, já que possui uma "maternidade" enraizada pela sociedade brasileira patriarcal. Ao crescer, a criança vai ganhando maturidade e individualidade, as quais permitem que ela se cuide sozinha. Assim, torna-se mais propício o aumento no número de professores homens, fazendo do meio acadêmico mais uma empresa qualquer onde a maioria é masculina. Por conseguinte, o engajamento feminino em um corpo docente fica gradativamente mais inviabilizado. Porém, não é impossível. Ainda que em um número muito menos significativo, as mulheres conseguem ingressar no meio academicista e garantir êxito e grandes renomeações, sempre com uma luta gigante. Contudo, como se já não bastasse as dificuldades de ingresso, a mulher sofre com diversos preconceitos, seja por parte de outros professores ou até mesmo dos alunos. Em uma situação ainda mais alarmante, pode se tornar vítima de assédio e abusos. 


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